Histórias

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Vamos Contar uma História

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UM AMIGO PARA TÉO

UM AMIGO PARA TÉO

“Oi, mãe,”, disse Lucas. Ele tirou o tênis e pendurou o seu casaco no cabide ao lado da porta. “Posso andar de patins com o Alex no parque perto da escola?”
-Pode”, disse a mãe. “Mas primeiro venha comer alguma coisa.”
Os dois sentaram-se à mesa da cozinha. Lucas devorou um enorme pedaço do bolo de chocolate, ainda quente do forno.
“Você encontrou o novo garoto na escola hoje?”, a mãe perguntou.
Lucas pegou outro pedaço de bolo. “Aahn, sim”, ele disse.
“Ele está na sua classe?”, a mãe perguntou.
“Siiim, ele está”, Lucas murmurou.
“Eu achei que sim”, ela disse. “Quando eu os vi mudando-se para cá, achei que ele fosse da sua idade. Você fez amizade com ele?”
Lucas parou de comer. Um silêncio desconfortável encheu o recinto.
“Não”, ele respondeu. “Eu não acho que farei”.
Lucas pegou mais um pedaço de bolo. Sua mãe disse carinhosamente:
“Por que não? O que há de errado com ele?”
“Ele apenas é diferente, só isso.”
“Diferente como?”
“Bem, na verdade os garotos não gostam dele. Ele parece ser sujo, e usa um tipo de roupa esquisita. Ele age como um coelho assustado. Ele quase nem fala! Não sei, mãe, eu só acho que ele não ira combinar com os meus amigos.”
“Isso é muito ruim”, disse a mãe. “Você ao menos descobriu o nome dele?”
“Sim, seu nome é Téo.” Lucas fez uma pausa de alguns instantes.
Ficou em pé e disse: “É melhor eu ir”.
“Esteja em casa lá pelas seis”, disse a mãe.
“Estará escuro, então, tenha cuidado.”
“Terei.” Lucas colocou seu tênis, seu casaco e saiu correndo pela porta dos fundos.
Cerca de uma hora mais tarde, Lucas estava parado lá fora, chamando por sua mãe. “Mãe!” Ele batia com força na porta. “Mãe!”
A mãe se apressou para ver o que estava acontecendo. O seu questionamento acabou assim que ela viu “ele”. “Ele” era um grande cachorro preto, cuja longa língua vermelha pendia para fora pelo lado direito da sua boca. Assim que ele a viu, pulou e colocou as suas duas patas dianteiras na viseira da porta, como se quisesse saudá-la. As marcas das patas enlameadas escorregaram pelo vidro.
“Não é demais, mãe?” Lucas estava radiante. “Alex e eu o encontramos perto da escola. Ele nos perseguiu para cima e para baixo, no parque. Acho que ele está com sede.” Lucas abriu a porta e foi para dentro de casa. O cão foi atrás dele.
“Não!”, a mãe gritou. Não havia coleira para ela agarrar, então, ela agarrou os pêlos por trás do pescoço do cão.
“Ei, que legal!”, disse Sara, a irmã de Lucas, enquanto entrava na cozinha. “De quem é o cachorro?
“Nosso!” disse Lucas.
“Ah, não, não é não!”, a mãe corrigiu-o.
“Ah, mãe. Você não acha que poderíamos ficar com dele? Ele é um ótimo cachorro.”
“Ele está sujo e está deixando cheiro na minha cozinha.
Lucas esticou e atirou os braços ao redor do pescoço do cão. A língua do cão praticamente lavou o rosto de Lucas.
“Tire- o daqui” disse a mãe, enquanto abria a porta dos fundos. “Não chegue tão perto dele. Ele provavelmente tem pulgas!”
Lucas puxou o cão e Sara o empurrou para fora.
Então Lucas voltou e suplicou para a sua mãe. “Está frio lá fora. E ele não tem nenhum
lugar para ficar. Por favor, mãe. Nós não podemos ficar com ele? Ele poderia dormir na garagem. Amanhã é sábado. Eu vou ver se tem alguém procurando por ele. Ele não poderia ficar só por essa noite?”
“Mas ele está muito sujo. Nós não precisamos de um cachorro por aqui.”
“Ahnn, mãe”, disse Sara. “Nós podemos limpá-lo. Lucas, o que acha de eu ajudá-lo a dar um banho nele de manhã? Você vai ver, mãe, ele ficará bem limpo.”
“Vamos apenas esperar que vocês encontrem o seu dono”, disse a mãe.
Ela encheu uma grande panela com água e deu-a a Lucas para levar lá fora para ele. “Abra a porta da garagem. Eu acho que não irá fazer mal se o deixarmos dormir lá uma noite.”
Na manhã seguinte, Sara e Lucas levantaram-se cedo e foram para fora na garagem cuidar do cão. Finalmente, Sara veio correndo e gritando, “Mamãe, papai! Venham ver.”
A mãe e o pai a seguiram até a garagem. Lá estava Lucas com um sorriso tão largo quanto o seu rosto. Ao lado dele, o cão sentado. O seu pêlo áspero e embaraçado estava recém-lavado com shampoo, escovado e penteado.
Sara tinha até colocado uma das suas fitas de cabelo atrás da orelha dele. “Não está bonito?”, perguntou Lucas. Por favor, podemos ficar com ele.
A mãe não pôde evitar o riso quando viu o cão. “Ele está bem, agora que está todo limpo.”
O pai foi até lá e coçou o cão atrás das suas orelhas desengonçadas.
Ele olhou para a mãe. “Esse é um bom cachorro, Janete.”
A mãe estava a ponto de ceder. Então, ela se lembrou da promessa de Lucas. “Eu pensei que você estava indo tentar encontrar o dono dele hoje. Se ele pertence a alguém, provavelmente eles sentem a sua falta.”
O sorriso de Lucas desapareceu quando pensou que precisaria dar o cão para outra pessoa. “Se não pudermos encontrar os donos, podemos ficar com o cachorro?”, perguntou esperançosamente.
“Você terá que ensiná-lo a ficar fora da minha cozinha. E você terá que prometer que dedicará tempo a ele. Um cão como esse dá muito trabalho.”
“Nós faremos isto!” Sara e Lucas concordaram em coro.
Nesse instante, a campainha da porta da frente tocou. A mãe foi atender.
Lucas, Sara e o pai ficaram na garagem; os meninos estavam ocupados enchendo novamente a tigela de água do cão e o pai reorganizava suas ferramentas para dar lugar a uma cama de cachorro.
Após alguns poucos minutos, a mãe retornou. “Todo mundo”,disse a mãe. “Quero que conheçam o Téo.”
O garoto espiou por detrás dela. Lucas e Sara murmuraram um olá, mas mal olharam para ele. Lucas tinha uma meia velha e estava brincando de cabo de guerra com o cachorro.
A mãe o persuadiu. “Téo, por que você não diz olá?”
“Oi!”, disse Téo.
Assim que o cão ouviu a voz do garoto, ele deixou cair a meia e correu em direção a Téo. Ele se arremessou sobre ele e pôs a pata perto do rosto do menino, lambendo-o com a língua vermelha e molhada. Os braços de Téo envolveram o cão e eles rolaram juntos pelo chão.
Acho que encontramos o dono do cachorro a mãe sussurrou.
Lucas se esforçou para esconder as lágrimas. Pensamos que ele era um animal perdido, disse Lucas. Nos não sabíamos que ele era o seu cachorro.
Téo explicou. “Nós o deixamos amarrado do lado de fora, enquanto abríamos as caixas da mudança. Quando saí para apanhá-lo, sua coleira tinha se quebrado, e ele tinha ido embora.”
“Nós demos um banho nele”, disse Lucas.
“Siiim, ele parece ótimo”, disse Téo, tocando com os dedos a fita de cabelo atrás da orelha dele. “Ele nunca teve uma dessas antes.”
O rosto de Sara enrubesceu. “Você pode ficar com a vasilha de água, se quiser.”
“Bom, é melhor irmos pra casa”, disse Téo. “Obrigado por terem cuidado tão bem dele.”
Téo percebeu a tristeza de Lucas. “Você pode vir nos visitar a qualquer hora, se quiser. Nós moramos logo no próximo quarteirão. Eu vi você na escola ontem?”, Téo perguntou.
O rosto de Lucas estava vermelho agora. “Sim, você esta na minha classe”.
“Bem, acho que o verei na segunda-feira então. Tchau. Vamos!” Téo chamou e o cão o seguiu para a esquina.
O pai tentou encorajar Lucas e Sara. “Ei, vamos lá, garotos. Vocês o ouviram. Ele disse quevocês poderiam visitá-los.”
“Sim, acho que sim”, disse Sara. Mas não será o mesmo. Eu vou lá para dentro.”
“Por que vocês não vêm me ajudar a terminar com aquele bolo?”, perguntou a mãe.
À mesa, Lucas e a mãe conversaram sobre como teria sido bom ter aquele cachorro como o seu bicho de estimação.
Lucas disse: “Sei que você não gostou dele no começo, mãe. Como você mudou de idéia?”
A mãe pensou. “Quando eu olhei para ele pela primeira vez, tudo o que pude pensar foi que grande problema ele seria.”
Lucas a interrompeu. “Mas então essa manhã você queria ficar com ele.”
“Eu sei”, disse a mãe. “É fantástico o que um pequeno ‘gesto amoroso e terno’ fez por aquele cão. Vou até sentir a falta dele.” Lucas estava quieto.
“Você irá sentir a falta dele também, não irá?”, perguntou a mãe.
“Sim”, disse Lucas, pensativamente.
“Bem, você pode sempre ir visitá-lo”, a mãe tentou consolá-lo.
“Eu sei”, disse Lucas. “Mas, sabe, eu não estava pensando no cachorro tanto quanto estava pensando no Téo.”
A mãe colocou um pouco mais de leite para ela. “Téo?”, ela perguntou.
Sim , disse Lucas. Você sabe o que eu disse sobre ele ontem após as aulas?”
“Rum, hum”, a mãe acenou com a cabeça.
“Bem, talvez eu tenha que dar a ele a chance do jeito que você deu para o cão. Quero dizer, talvez se eu fizer para o Téo um pequeno gesto amoroso e terno, os meus amigos irão gostar dele, do jeito que você acabou gostando do cachorro do Téo.”
A mãe estava surpresa, mas contente com as palavras de Lucas. “Eu direi a você de que maneira”, ela disse, enquanto começava a limpar a mesa da cozinha. “Não restou muito daquele bolo, mas se você me ajudar, nós poderemos fazer um outro e levá-lo para Téo e sua família. O que você acha?”
“Isso seria átimo, mamãe!”

Conversando sobre
1. Quem demonstrou misericórdia para com o cachorro? Lucas ou a mãe dele? (Lucas.)
2. Quais foram as atitudes de Lucas que demonstraram misericórdia com o cachorro?
(Amou-o, deu a ele um lugar para ficar, dedicou tempo a ele, sentiu-se triste por ele e fez o que pôde para ajudá-lo.)
3. O que você acha que pode acontecer na escola na segunda-feira, se Lucas demonstrar misericórdia para com Téo?

Autora. Sandra Klaus
Tradutora: Cristina Cardoso
Fonte: Revista O Evangelista de Crisnças – APEC – Ano 48 – nº 189 – 4º trim. 2002 – pp. 42-44

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Comentários

Elaine Correa Fontana Cunha
# Elaine Correa Fontana Cunha
segunda-feira, 17 de novembro de 2008 14:19
Linda história.
juliana
# juliana
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008 9:06
História emocionante, onde podemos tirar lições de amor e ensinamento para transmitir aos pequeninos de nossa igreja!!!!!
Que Deus continue abençoando pessoas como vocês, e que possamos nos dedicar a cada dia as obras do Senhor...

Juliana Fermino
IAP - Bragança Paulista
emilabi
# emilabi
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009 8:59
gostei muito da história.com esse site,o dijap vai nos ajudar muito.Que Deus continui abençoando vcs.

Eliabi

iap jaguariuna s/p
José Bento
# José Bento
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009 7:18
Que Deus abençoe esse projeto! Essa ferramenta é muito valiosa para auxiliar o trabalho dos professores do Dijap! Deixo a sugestão para que esse site seja promovido em nossas publicações para conhecimento de todos.

Pb. José Bento de Oliveira
Blumenau/SC

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