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História: uma maneira de encantar...

Uma narração é uma sucessão de emoções: surpresa dúvida, encantamento, medo, ansiedade, alívio, revolta, admiração, alegria e tantas outras.
Para conseguir o envolvimento da platéia e necessário suscitar estes momentos de emoções de uma forma planejada, onde eles estejam estrategicamente colocados e alternados.
Uma boa narração precisa ter ritmo, e para empregá-lo e necessário entender as partes que compõem uma história: introdução, enredo, ponto culminante e desfecho.
O contador de história deve ser encantador, ter graça, prender a atenção da platéia. E, ao contrário do que a maioria acha, ser um bom contador de história é muito mais técnica do que dom.
Uso da voz: Avoz é a maior ferramenta do contador de história. Em primeiro lugar, ele deve se assegurar de que todas as pessoas o estão entendendo. Sua voz deve ser clara, com boa dicção, pronunciando as palavras devagar e corretamente cada uma de suas silabas, falando claramente cada encontro vocálico ou consonantal, pronunciando os finais com as letras R, S e L.
A voz deve ser em bom volume; não pode ser baixa, a ponto de necessitar esforço para escutá-la, e não deve ser muito alta, o que irrita e tira o momento de cumplicidade que o narrador e os ouvintes devem ter.
A entonação, mais grave ou mais aguda, permite compor uma série de personagens. As crianças adoram ouvir a voz estridente do vilão e a voz “grossona” do urso. A combinação dos elementos “velocidade” e “volume” também passam emoções: uma voz, um pouco mais baixa do que a da narração normal e um pouco mais de vagar, passa um sentimento de segredo, suspense. Usar estes artifícios muito simples dá colorido á narração.
Postura facial e corporal: A voz, evidentemente, não vem sozinha; ela vem acompanhada de todo um corpo e ele precisa falar a mesma “linguagem”.
O contador deve se entregar por inteiro á narração: o corpo deve estar ereto, em uma posição na qual todas as crianças possam vê-lo. É errado fazer qualquer ato que não tenha sentido com a narração que se esteja fazendo (se coçar, jogar os cabelos, acenar para quem está passando, etc.).
Os gestos devem ser comedidos e utilizados apenas quando a história permitir, sendo que nestes momentos podem até ser exagerados: abrir os braços para mostrar que algo é bem-vindo, por as mãos na cabeça em sinal de susto, “abraçar-se” para mostrar aconchego, etc.
A expressão facial também deve ser cuidada, e para isso deve-se treinar na frente do espelho, pois o fato de estarmos “sentindo” uma emoção não assegura que estamos transmitindo.
 
Recursos auxiliares: Existem narradores habilidosos, capazes de prender a atenção de uma platéia sem usar qualquer recurso. A maioria das pessoas pode chegar a isso com dedicação e treino. Porém, o uso de recursos auxiliares é muito útil para aumentar a atenção da platéia, pois colaboram com a sua graça e colorido. Na verdade, eles não passam de brinquedos manuseados pelos adultos para deleite das crianças. Por isso, elas adoram. São fantoches, marionetes, bocões, maquetes, teatros de sombras e outros, que nos auxiliam a contar a história.
Durante a narração simples, o educador pode também utilizar alguns recursos: um chapéu, um manto real, as crianças poderão cheirar o terrível gás de hortelã que sai da fornalha ardente. A receita não é difícil: imaginação, um pouco de irreverência, descontração e bom humor. É fácil encantar as crianças, elas são simples, ingênuas e crédulas e se divertem muito com estas pequenas coisas.
 
 Cristiane Gomes Linhares - Pedagoga
Dijap Vila Maria – São Paulo/SP
 
 Ficha de preparação da narração de uma história
 
Título:
 
Extraído do livro:
Autor:
 
 
Sinopse:
 
 
Conflito principal:
 
 
Nome, descrição e função dos personagens principais:
 
 
 
Nome e função dos personagens secundários:
 
 
Personagens supérfluos:
 
Cenário:
 
Introdução:
 
Enredo:
 
Ponto Culminante:
 
Desfecho:
 
Possibilidade de uso de
recursos auxiliares:
 
 
           
Andoche
Dramatização
Quadros
Bocão
Fantoche
Teatro de velcro      
Cineminha
Maquete
Teatro de Sombra
Dedoches
Marionetes
Outros
 
Interações possíveis com as crianças.
 
 
Jogos, dinâmicas, trabalhos manuais que podem ser utilizados após a narração:
 
 
 
 
 
 

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Comentários

Gean Frias
# Gean Frias
domingo, 17 de maio de 2009 21:23
Contr hitória realmente é uma arte. Que este artigo veha ajudar muitos educadores do DIJAP.
Geneci Castro de Almeida
# Geneci Castro de Almeida
sábado, 9 de janeiro de 2010 8:09
Muito bem colocado o texto sobre como contar historias, esse é um instrumento valioso no evangelismo infantil, mas certament precisa de preparo, espontaneidade, criatividade e tecnica.

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